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confianca

“Será que a vida é só isto?”, suspira um homem de meia idade, rodeado pelas suas consideráveis posses. Tendo-se imbuído da filosofia dos anos 80, “conquista tudo o que puderes”, tem todas as posses materiais que desejou. Contudo, sente?se vazio e desiludido.

Não é este um problema bastante comum?
É, e o problema está a agravar?se. A longevidade aumenta mas os inquéritos revelam que as pessoas se sentem cada vez menos satisfeitas. A publicidade persistente e irrealista afecta os nossos sentidos, tentando-nos com produtos e serviços que, após a euforia inicial, não oferecem respostas à necessidade, que todos temos, de amar e de sermos amados, de respeitar e ser respeitados, de servir o próximo e de nos sentirmos úteis. Desmorona a nossa crença de que a medicina tem a capacidade de curar todos os nossos males! À medida que as desilusões se vão acumulando, viramo-nos para um lado e para o outro à procura das peças que faltam para sermos felizes.

Porque será que os sentimentos de insatisfação e de desconfiança estão a aumentar?
As razões são muitas e variadas. No início da vida, temos sonhos de riqueza, de fama e de sucesso, de obter tudo o que queremos e de fazer o que bem entendemos. Mas, consegue pensar em algum atleta multimilionário que não esteja ansioso por fazer um contrato ainda melhor? Ou alguma celebridade rica que não tenha sido tentada a fazer comerciais ainda mais ambiciosos, a dar a cara a um produto de maior prestígio, ou a escrever um livro que ultrapasse o recorde de vendas? Conhece algum adolescente que esteja satisfeito com a sua aparência? A sua roupa? Os seus amigos? Onde está o homem de negócios que, apesar do grande sucesso, não arriscaria a fazer um novo negócio que lhe daria maiores lucros, mesmo a custo de muito trabalho? O ser humano é uma criatura de desejos insaciáveis. Para além de sentimentos de insatisfação, muitas pessoas têm dificuldade em confiar, mesmo naqueles que lhes são mais chegados. A quebra da confiança no seio familiar, especialmente entre o casal, é causa frequente de conflitos e de divórcios, afecta o que de mais profundo existe no ser humano – o seu sentido de valor. Muitas vezes estas mágoas são encobertas pois... a vida tem que continuar! A desconfiança gera o isolamento, mesmo quando estamos em grupo. O isolamento pode levar à solidão e à tristeza.

Será por isso que tantas pessoas se viram para drogas e outros estimulantes?
Na vida apressada que temos, as pessoas sentem-se, muitas vezes, tão pressionadas e cheias de stresse e dor, de desilusões e de falta de esperança, que se tornam cada vez mais predispostas a apostar em soluções que lhes proporcionem alívio, mesmo que temporário e com custos elevados para a saúde física, emocional e espiritual. Este fenómeno é bem mais comum do que pensamos. Por cada alcoólico caído na valeta, há centenas ocultos. E por cada toxicodependente que procura droga na rua, há muitas pessoas, consideradas respeitáveis, a entorpecerem a sua dor com sedativos.

Sendo assim, onde posso obter alegria e paz?
Se seguirmos os nossos “sentimentos naturais” independentemente da consciência, chegaremos a situações como a imoralidade, as ambições egoístas, o desrespeito, a impaciência e a insatisfação crónica. Os crentes sabem que Deus quer que o homem tenha algo melhor, como a paz, a alegria e o bem-estar. Contudo, estas dádivas só se adquirem cultivando a nossa vida espiritual e a confiança.

Será que a espiritualidade ainda é relevante na vida moderna?
Não tenha dúvidas! Pensemos no exemplo do alcoolismo. Os avanços da medicina e tecnológicos do último meio século pouco influenciaram na cura desta doença. A abordagem terapêutica do programa Alcoólicos Anónimos (AA) continua a ser a mais eficaz e com resultados mais duradouros. Os AA utilizam um programa de 12 passos que incluem o reconhecimento da incapacidade humana para resolver o problema por si só e a necessidade de um poder superior. Programas semelhantes, que incluem o poder superior, estão a proliferar em outras áreas de necessidade humana. Proporcionam alívio a milhares de pessoas, para as quais os programas clínicos convencionais, os medicamentos, o aconselhamento, entre outros, provaram ser pouco eficazes. Hoje, assistimos a uma renovada procura de valores imutáveis, ao ressurgimento da fé, à crescente aceitação, não só de um poder superior, mas de um Deus.

Poderá isto ser apenas outra moda passageira?
Uma das descobertas mais importantes dos últimos anos foi a da existência de uma forte ligação entre os componentes físico, mental, emocional e espiritual do ser humano. Durante séculos acreditou-se que o corpo, a mente e o espírito eram entidades separadas e que funcionavam independentemente uns dos outros.

Emoções como a raiva, o medo, o ressentimento e a desconfiança produzem efeitos sobre o corpo que enfraquecem o sistema imunitário e abrem a porta a doenças. Pelo contrário, as emoções positivas, como o amor, a alegria, a e a confiança, produzem substâncias protectoras que fortalecem o sistema imunitário e protegem o corpo da doença. Guardar sentimentos de amargura e ódio, nutrir pensamentos e sentimentos negativos pode fazer-nos adoecer; ter pensamentos e sentimentos positivos pode fazer-nos sentir bem. A influência de Deus resulta neste tipo de sentimentos.

Como poderei confiar no meu próximo?
A confiança começa em nós! Será que somos dignos dela? Merecermos a confiança depositada em nós é o primeiro passo para nos sentirmos bem connosco mesmos. Em relação à nossa confiança nos outros, é importante compreendermos que será mais fácil confiar quando conhecemos bem. Muitas vezes, o conhecimento daqueles que estão mais perto de nós é muito superficial, embora habitemos ou trabalhemos debaixo do mesmo tecto. É necessário passarmos tempo suficiente e de qualidade para que a amizade cresça. A amizade promove a confiança. Hoje, investe-se pouco tempo no fortalecimento da verdadeira amizade e esta é a base dos nossos relacionamentos, incluindo a relação matrimonial.

E como posso cultivar a minha “natureza espiritual”?
Não chegamos a este mundo apenas com o equipamento mínimo de que necessitamos para sobreviver. A cada pessoa foi dada uma consciência; uma grande variedade de sentimentos e emoções para enriquecer a nossa vida; um cérebro que nunca conseguiremos usar na sua totalidade. Saúde e boa forma não são suficientes para que sejamos felizes. A riqueza, a fama, uma boa aparência, ou poder, também não. Há um lugar dentro de nós que só pode ser preenchido por um relacionamento com o nosso Criador.

Para Além da Boa Saúde
A boa saúde não garante a felicidade, embora contribua para ela. Muitas pessoas saudáveis carregam dentro de si um profundo anseio por algo mais. Na raiz do nosso ser está a necessidade de um propósito e de um significado mais profundo para a vida. Há muito que os poetas e os sábios o afirmam. A ciência confirma que a dimensão espiritual da vida influencia o bem-estar.

Tempo
Como tudo o que é de valor, cultivar o lado espiritual da nossa natureza precisa de um investimento de tempo. Precisamos de tempo para ler palavras inspiradas, ou para andar, simplesmente, ao sol e apanhar ar fresco.
Quando foi a última vez que teve o prazer de desfrutar da companhia das pessoas que lhe são mais próximas? Há quanto tempo é que não se junta a outras pessoas que têm e encontram inspiração em Deus?
Vivemos numa era de grande excitação e, ao mesmo tempo, paradoxal. Podemos sintonizar os nossos rádios e televisões para receber sons e imagens do exterior. No entanto, há muitas pessoas que não sintonizam a sua alma para ouvir a voz de Deus.

O seu desafio:
- Comece o dia com um sentimento de gratidão, apesar das dificuldades e da dor que possa estar a sentir. Que “o amor, a alegria, a paz, a paciência, a amabilidade, a bondade, a fidelidade, a modéstia, o domínio de si próprio” sejam os frutos de Deus em si, escreveu Paulo aos Cristãos da Galácia.
- Reserve algum tempo diariamente para parar e pensar sobre o que é verdadeiramente importante na vida. Comece com 20 minutos por dia. Olhe para além do clamor das actividades diárias, para os temas universais da vida. Poderá encontrar, na Bíblia, palavras inspiradores e de conforto. Dê graças pelo maravilhoso dom da vida e da saúde. Fale com Deus como com um amigo.
- Trate os outros da forma como gostaria de ser tratado!
- Passe mais tempo com os que lhe são queridos, especialmente com a sua família. Os seus filhos serão sempre seus filhos, mas será que são seus amigos? A televisão e o computador não preenchem o espaço para a amizade e o amor. Invista na amizade. Estará a investir na confiança.

Cada manhã é um novo começo.

Saúde&Lar, Março 2006

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